sábado, 5 de agosto de 2017

SEMINÁRIO CELEBRA FESTA DO PADROEIRO SANTO CURA D'ÁRS EM CAICÓ



O Seminário Diocesano está vivenciando a Festa de Santo Cura d’Ars, de 03 a 06 de agosto, na Igreja de São José de Caicó. Neste sábado (05) após a celebração da missa na Igreja de São José, a programação consta do jantar de confraternização.
A festa será encerrada no domingo ((06). Às 16h30 – Procissão: da Igreja de São José até o Seminário Propedêutico e às 17h – Missa de Encerramento com Dom Antônio Carlos, Bispo Diocesano.
Saiba mais sobre Santo Cura d’Ars 
São João Maria Vianney, também conhecido como Santo Cura ‘Ars, desde a sua infância nutria terno amor pela Santíssima Virgem Maria e particular devoção pelo Santo Rosário. Conta-se que, quando tinha apenas quatro anos, ele possuía um lindo Rosário que estimava muito.
Margarida, sua irmã mais nova, viu o Terço e o quis para si. Isso causou uma briga entre os irmãos, que levou sua mãe, Maria Belusse, a dizer ao pequeno João, com voz branda, mas firme: “Filho, dá o teu Rosário a Margarida […] dá-lhe de uma vez, por amor de Deus”.
O Menino, entre lágrimas, entregou o Rosário para sua irmã. Para uma criança como ele, que tinha especial devoção ao Rosário, certamente foi um grande sacrifício. Para compensar o filho pelo gesto de desapego e conter suas lágrimas, Margarida deu a João uma pequena imagem de madeira da Virgem Maria.
Algumas testemunhas dos anos da infância de João Maria, dentre elas a sua irmã Margarida, contam que ao primeiro toque da oração mariana do Ângelus ele se ajoelhava, mesmo diante das pessoas, e colocava a sua querida imagem da Santíssima Virgem sobre uma cadeira e fazia as suas orações. Além disso, como lhe ensinou sua mãe, onde ele estivesse, em casa, no jardim, na rua, João Maria “bendizia a hora”, ou seja, cada vez que soava uma nova hora ele respeitosamente fazia o sinal da cruz e rezava uma Ave-Maria.
Em 1793, com apenas sete anos de idade, João já era capaz de trabalhar. Seus pais, que tinham uma pequena propriedade rural, lhe confiaram a guarda dos rebanhos de vacas e de ovelhas. No caminho, conduzia pela mão a irmãzinha Margarida, que lhe ajudava, pois os caminhos que levavam para o vale eram tortuosos e cheios de pedras.
Chegando no campo, as duas crianças se ajoelhavam, conforme lhes recomendava sua mãe, a fim de oferecer a Deus os seus trabalhos de pequenos pastores. João e Margarida vigiavam os animais para que estes não estragassem as plantações da vizinhança. “E estando no campo, deixava a sua irmãzinha tecendo meias com lã e ele se afastava um pouco, até próximo a um pequeno riacho, onde erguia com pedras, um altar à Virgem Maria e colocava a sua imagem de madeira. Diante dela, ajoelhado, rezava as suas orações”2.
Desejando ser Padre, João Maria chegou com muita dificuldade ao seminário, por causa da guerra, da fome e da perseguição contra os bons cristãos. Além disso, ele não frequentou o ensino regular na infância e começou a estudar somente por volta dos 19 anos, por isso, foi muito difícil para ele aprender o latim, o que atrapalhou os estudos de teologia, que na época era todos feitos nesta língua. Por causa das dificuldades, João Maria queria desistir da vocação, mas foi incentivado a continuar pelo Padre Balley, que o havia acolhido seminário.
Com as perseguições por causa da Revolução Francesa, o país estava com poucos padres, por isso, o vigário-geral de Lyon foi favorável para com aquele seminarista tão esforçado. Este perguntou ao Padre Balley se ele sabia rezar o rosário, ao que ele responde: “Sim, é um modelo de piedade”. Com o testemunho do Sacerdote a seu favor, João Maria foi ordenado e enviado para a paróquia de Ars, que fica ao norte de Lyon, na França.
No início, o Cura d’Ars passava horas em oração, com o Rosário nas mãos, de joelhos diante do Santíssimo Sacramento. Mas, como a sua fama de santidade se espalhara rapidamente e muitos procuravam Vianney para aconselhamentos e confissões, ele teve de mudar toda a sua rotina de oração, passando a dormir muito mais tarde para cumprir suas obrigações.
Sebastião Germain, paroquiano de Vianney, era pai de três filhos homens, mas estava triste porque desejava ter uma menina. Certo dia, ele foi visitar o Padre e o encontrou na Praça com alguns Rosários nas mãos. Sem esperar que aquele pai explicasse o motivo de sua visita, disse o Cura, dando-lhe quatro Rosários: “’Toma, são para teus filhos’. Falou Sebastião: ‘Mas, senhor Cura, eu só tenho três meninos’. Disse o Padre: ‘Meu Sebastião, o quarto Rosário será para a tua menina que vai nascer’”. No ano seguinte, nasceu uma menina, a quem deu o nome de Maria.
Ela encheu de alegria o lar da família Germain. Muitos anos mais tarde, já casada, a senhora Maria Germain Jallat, dizia com alegria a respeito de sua infância: “Meu pai me deu este pequeno Rosário de contas de madeira com corrente de ferro, que ainda conservo como preciosa relíquia do Cura d’Ars”.
O Padre João Maria Vianney insistia muito com as crianças e adolescentes para que levassem sempre consigo o Rosário, e sempre tinha no bolso alguns extras para aqueles que o tivessem perdido. Em Ars, uma paróquia que antes estava sempre vazia, com a vinda do Santo Cura passou a ser muito movimentada. Ao som do sino, todos os paroquianos se dirigiam à igreja para a Santa Missa, a oração do Rosário e da oração da noite. A vida e o ministério eram marcados pela espiritualidade mariana.
O Cura d’Ars valorizava tanto a oração do Rosário que chegava a dizer: “O meu Terço vale mais que mil sermões”. Desde a sua infância, o Santo Cura d’Ars nunca abandonou a devoção a Virgem Maria e o Santo Rosário. Ao contrário, sempre buscou em Nossa Senhora a presença e o cuidados maternos e o auxílio em todas as necessidades.
Já no fim de sua vida, com mais de setenta anos, ele recordava a imagem de Maria que recebera de presente de sua mãe na infância: “Que felicidade! Quanto eu amava aquela imagem! Não podia me separar dela, nem de dia e nem à noite […] A Virgem Santíssima é a minha mais antiga afeição; amei-a mesmo antes de conhecê-la”, dizia São João Maria Vianney. Peçamos ao Santo Cura d’Ars, Padroeiro dos Sacerdotes, semelhante amor a Mãe de Deus e a Jesus Cristo, e a piedosa devoção ao Santo Rosário. Nossa Senhora do Rosário, rogai por nós!
DEDÉ AUTO PEÇAS

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