quinta-feira, 10 de agosto de 2017

DELEGADOS DIZEM QUE POLÍCIA RECEBE MENOS INVESTIMENTOS DO QUE É GASTO COM FLORES E EVENTOS INTERNOS DO GOVERNO DO RN


Resultado de imagem para adepol lança campanha e critica governo

Delegados e escrivães de Polícia do RN deflagraram na tarde desta quarta-feira (9) a campanha "Sem polícia civil, a impunidade governa", que visa a necessidade de investimentos na polícia pelo Estado. A partir de hoje (10), os servidores usam camisas em alusão à campanha e distribuem panfletos, cartazes, faixas, explicando porque não se conseguirá diminuir os índices de criminalidade sem uma política de investimentos na PC.

Durante a coletiva os diretores da Adepol/RN (Associação dos Delegados de Polícia Civil do RN) e Assesp (Associação dos Escrivães de Polícia do RN) relataram que trabalham em situação de caótica nas delegacias do estado. Segundo os profissionais há um déficil de mais de 70% com viaturas sucateadas, armamentos e coletes obsoletos.

De acordo com a Adepol, em 2105 foram efetivamente investidos na polícia civil a quantia R$ 13.734,00 dos R$ 9.657.154,66 previstos no orçamento para a polícia civil. Este ano, até julho de 2017, foi liquidada a quantia de R$ 129.045,30, quando o orçamento previa a quantia de R$ 11.694.063,00 para investimentos na Polícia Civil. O que corresponde a 1,10% da previsão orçamentária. Todos esses dados foram obtidos no SIAF (Sistema Integrado para a Administração Financeira).

O Portal da Transparência mostra que algumas despesas realizadas superam os investimentos na polícia como o gasto de R$ 112.755,00 com arranjos de flores. Com lanches, a despesa foi de R$ 32.655,03.

"Em razão disso, a Adepol cumprindo o seu dever de lutar pela sobrevivência da Polícia Civil, decidiu fazer a campanha. Para mostrar a precariedade dos investimentos na Polícia Civil, chamando a atenção da sociedade e do governo sobre a importância da investigação criminal como instrumento de redução da violência", disse a delegada Paoulla Maués, presidente da Adepol.

Segundo o escrivão Roberto Moura, presidente da ASSESP, a Polícia Civil está a ponto de um colapso. "A participação do profissional escrivão é imprescindível para o registro e andamento dos inquéritos, e hoje trabalhamos com 22% do efetivo ideal. Chega a ser desumano a sobrecarga de trabalho", disse.

DEDÉ AUTO PEÇAS

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